sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Prelúdio ao Platônico Amor

Seus olhos, poços de águas negras e turvas
Aguas que fazem-me aventurar
Descendo até o fundo,
mas com cuidado para não me afogar.

Sua pele pálida e macia,
Recessiva de uma natureza sedenta
Viajo na sua boca e sinto que tais sensações
O homem jamais há de inventar

Quão belo o seu sorriso, maléfico
E misterioso, nos quais me envolvem
Como tentáculos pervertidos
Que me levam direto ao profundo e
Negro poço do seu olhar.
Me afogo no desconhecido

Suas pernas são os caminhos
Ao meu deslize supremo
Regado ao tesão extremo
E o teu doce carinho

Mostrarte-ei o poder do amor
Através do torpor
Deitaste em meus braços
Largos como o Universo e
Tu me será o meu deleite

Reviverei a tua lembrança mórbida
Enquanto tiver forças
Levarei comigo sempre o teu legado
de Amor, Oh minha bela moça

De maneira alguma
dogmas irão dicipar
O sentimento remanescente
Do nectar
Levado pelo meu peito
e vivido de maneira sem par

Mostrarei ao mundo
Que o meu amor platônico
irá me amar
Seja hoje ou amanhã
Pois eu tenho o infinito pra provar

Que o meu amor existe
E não só na MINHA cabeça
Translatearei à realidade
E só assim em paz viverei
Pela eternidade.

(Well)&( * * * * * * )

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